Repensando a estrutura familiar como base de apoio ao educando

Segunda-feira!

Paulinho, aluno do 6º ano,  mais uma vez deixara de fazer a tarefa de casa  de Ciências e fora encaminhado à coordenação.

- O que aconteceu Paulinho, porque você não fez seus deveres de casa? Pergunta a coordenadora.

Paulinho cabisbaixo responde.

- É que eu estava sem o material  D.Dulce, não deu  prá fazer.

- Mas… Onde está o seu material, meu filho? Pergunta  ela.

O menino sempre de cabeça baixa  explica pausadamente.

- Eu fui para a casa do meu pai na sexta- feira à noite e  esqueci  de levar a mochila, falei pro meu pai e ele disse que iríamos buscar, mas a namorada dele quis sair pra jantar e ficou tarde. No sábado liguei para a minha casa e ninguém atendeu, então liguei para o celular da minha mãe e ela disse que havia viajado com o namorado  e que só voltaria hoje cedo. Hoje ela veio trazer a mochila aqui na escola antes do início da aula, mas aí então já não dava tempo pra fazer a tarefa.

D. Dulce, por um momento se coloca no lugar do menino e tem  aquela mesma  sensação  que Rubem Alves, em seu livro “Mansamente pastam as ovelhas”,  relata que teve  em relação ao menino que vendia balas no semáforo e que ele chama de compaixão. Sentir a dor do outro.

A estrutura familiar atualmente passa por enormes transformações e tem  várias nuances.  Não nos cabe aqui  entrar no mérito da questão ou discutir essas questões, mas   sim como  essas  novas questões  podem afetar  a vida das crianças.

Na historinha acima percebemos que tanto o pai quanto a mãe  tentaram ser responsáveis em relação ao filho. O pai desejou ir buscar a mochila, a mãe  levou  a mochila antes do início da aula, o que os dois devem ter esquecido é que Paulinho tem apenas 11 anos e embora seja autônomo  em muitas  coisas  ainda precisa de um acompanhamento maior. Não é fazer por ele, mas ficar atento para auxiliar.

O menino ficou constrangido com a situação, se sentiu culpado por ter esquecido a mochila e experimentou  um sentimento de desamparo.

Situações como essas podem e devem ser evitadas com um olhar mais atento dos pais e com uma atenção maior  em relação às atividades da criança de um modo geral.

Grande abraço!

Maria Viola Bona

 

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