Contratempos da Terceira Idade

Vemos sempre na televisão reportagens de mulheres que aos noventa anos pulam de pára-quedas, homens e mulheres maratonistas e mais um sem número de coisas que pessoas da terceira idade fazem com tranquilidade. Esses naturalmente são exemplos fantásticos de pessoas que conseguem manter uma grande vitalidade mesmo com a idade avançada. Sim, fantástico! Mas com toda certeza esses modelos são exceções dentro do panorama geral.  O que dizer de nós, os outros mortais normais da terceira idade que acordam com as dores de todos os dias? Não, ainda não entregamos os pontos e estamos sempre buscando alguma coisa que possa nos nutrir nesse período. Estou falando de questões pessoais, do universo de cada um. Não me atenho no momento às questões familiares que podem e devem ser prazerosas ou às amizades que fazem parte do nosso ciclo. De forma alguma estou enfatizando solidão ou abandono, mas expresso uma realidade que nos desafia todo momento, ou pelo menos na maior parte dos nossos dias. Aquele algo mais que dê prazer e nos faça sentir vivos.

Como tenho pensado ultimamente e como tenho feito conclusões.

Dentro as tantas dores mencionadas fui “agraciada” com artrose no joelho e a alternativa seria a cirurgia para a colocação de prótese, a tal artroplastia total do joelho.

Fiz a cirurgia e correu tudo bem.

Mas a recuperação… valha-me Deus!

Saí do mundo!

Hoje, após três meses e meio ainda lido com as dores, a falta de posição pra dormir e com o inchaço constante.

Fisioterapia e mais fisioterapia, já fiz 40 sessões, tenho mais 10 pela frente e depois pilates ou hidroginástica.

Mas o senso geral é que após seis meses estarei totalmente recuperada e que o resultado é sempre muito bom.

Sou Maria Viola Bona, escritora, e comecei esse blog falando sobre educação, área em que atuei a maior parte da minha vida, mas acredito que  as pontas são muito interessantes, então pensei também em dividir com as pessoas da minha faixa e Mais ou Menos, algumas de nossas atribulações, questionamentos e possíveis soluções com a abertura de novos caminhos. Pode ser que seja apenas um bate papo, mas estarei aqui novamente abordando temas e situações de nosso interesse.

Um abraço e até breve!

 

Contratempos da terceira idade

 

Vemos sempre na televisão reportagens de mulheres que aos noventa anos pulam de pára-quedas, homens e mulheres maratonistas e mais um sem número de coisas que pessoas da terceira idade fazem com tranqüilidade. Esses naturalmente são exemplos fantásticos de pessoas que conseguem manter uma grande vitalidade mesmo com a idade avançada. Sim, fantástico! Mas com toda certeza esses modelos são exceções dentro do panorama geral.

O que dizer de nós, os outros mortais normais da terceira idade que acordam com as dores de todos os dias? Não, ainda não entregamos os pontos e estamos sempre buscando alguma coisa que possa nos nutrir nesse período. Estou falando de questões pessoais, do universo de cada um. Não me atenho no momento às questões familiares que podem e devem ser prazerosas ou às amizades que fazem parte do nosso ciclo. De forma alguma estou enfatizando solidão ou abandono, mas expresso uma realidade que nos desafia todo momento, ou pelo menos na maior parte dos nossos dias. Aquele algo mais que dê prazer e nos faça sentir vivos.

Como tenho pensado ultimamente e como tenho feito conclusões.

Dentro as tantas dores mencionadas fui “agraciada” com artrose no joelho e a alternativa seria a cirurgia para a colocação de prótese, a tal artroplastia total do joelho.

Fiz a cirurgia e correu tudo bem.

Mas a recuperação… valha-me Deus!

Saí do mundo!

Hoje, após três meses e meio ainda lido com as dores, a falta de posição pra dormir e com o inchaço constante.

Fisioterapia e mais fisioterapia, já fiz 40 sessões, tenho mais 10 pela frente e depois pilates ou hidroginástica.

Mas o senso geral é que após seis meses estarei totalmente recuperada e que o resultado é sempre muito bom.

Sou Maria Viola Bona, escritora, e comecei esse blog falando sobre educação, área em que atuei a maior parte da minha vida, mas acredito que nesse campo já tenha cumprido a minha missão, então pensei em dividir com as pessoas da minha faixa e Mais ou Menos, algumas de nossas atribulações, questionamentos e possíveis soluções com a abertura de novos caminhos. Pode ser que seja apenas um bate papo, mas estarei aqui novamente abordando temas e situações de nosso interesse.

 

Um abraço e até breve!

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Quando a expectativa dos pais supera a razão

Christina era uma aluna exemplar.

Atenciosa, educada, delicada, estudiosa, participava das  aulas e era totalmente comprometida com as tarefas escolares. Simpática, se relacionava muito bem com os colegas e era querida por todos.  Ela era também bailarina, o que lhe dava  uma postura altiva e ao mesmo tempo suave. Muito graciosa, caminhava como se deslizasse  entre as carteiras da sala de aula. Possuía enfim, inúmeras qualidades louváveis para uma  adolescente de 13 anos.

Tudo parecia perfeito na vida de Christina.

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A influência positiva da família lúcida

Como não poderia deixar de ser, é inegável a influência da família na vida escolar dos filhos.

Por um lado comentamos  e lamentamos a posição de algumas famílias que não conhecem e talvez até mesmo se esquivam de conhecer seu filho. Sabem elas, que a realidade poderia trazer desconforto e frustrações, e sendo assim, optam então, pela negação nesse sentido e caminham por caminhos ilusórios culpando e responsabilizando pessoas e angustiando e “torturando” emocionalmente a criança. Essas famílias se enganam consciente ou inconscientemente, no desejo de apresentar e exibir um padrão socialmente aceito de perfeição numa sociedade destituída de valores, onde o ter e o parecer escravizam pessoas fracas e sem vida interna.

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O primeiro dia de aula

Ontem eu não vi o Miguel pessoalmente, mas acompanhei pelas fotos que sua mãe orgulhosamente postou no Facebook, o seu primeiro dia de aula. Não há como negar que ele estava lindíssimo em seu uniforme amarelo e branco. Parecia um principezinho saído dos contos de fada.

A mãe, entre apreensiva e orgulhosa, enfrentava a mesma  situação que todas as mães enfrentam nesse dia, pois deixam em outro ambiente, em outras mãos, um pedaço delas própria, a sua razão de viver.

Muitas crianças iniciam  na escola nesse período, na entrada do segundo semestre, e algumas se ressentem bastante dessa mudança em suas vidinhas. Os primeiros dias de escola são sofridos mesmo, não tem como evitar, muito mais para a mãe do que para a criança, é como se seu coração ficasse dentro da escola, principalmente em se tratando de primeiro filho.

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O problema das notas

Entramos no segundo semestre do ano letivo de 2012.

As férias terminaram e a rotina volta ao normal na vida dos estudantes.

Sabemos, por experiência, que muitos alunos estão a meio caminho do ano com notas abaixo do desejado.

É necessário nesse momento que a família entre em ação e faça uma revisão para identificar o que teria levado esse aluno a  resultados insatisfatórios.

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A prática do Bullying será considerada crime

Entre as muitas alterações   previstas  na revisão  do Código Penal Brasileiro teremos  provavelmente a inclusão da prática do bullying como crime.

O código penal vigente criado pelo Presidente Getúlio Vargas, pelo decreto-lei nº 2.848 em 7 de dezembro de 1940, influenciado   pelo totalitarismo das ideias de Mussolini, apesar de todas adaptações e leis complementares  que sofreu, não atende às necessidades de uma sociedade atual, setenta anos após a sua criação.

Naquela época, período da Segunda Guerra Mundial, não haveria nem mesmo espaço para o questionamento dessa prática, caso fosse identificada.

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O uso de drogas será aceito socialmente

Nas discussões sobre  a elaboração do novo texto do código Penal Brasileiro está em pauta o uso de drogas.

Existe a possibilidade de ser o seu uso  aceito socialmente.

Enquanto uns optam pela não punição do usuário, outros temem que essa “liberação” possa servir de estímulo, elevando esse uso a níveis   incontroláveis.

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Autonomia

Um dos grandes cuidados que a família deve ter é o de trabalhar a autonomia da criança, à medida que ela vai adquirindo condições para assumir suas tarefas e responsabilidades.

Penso que uma criança, quando aprende a ler já não precisa da assistência direta dos pais para fazer as tarefas de casa. Toda vez que ela apresentar uma dúvida peça a ela que releia com atenção e veja se é capaz  de resolver sozinha a questão. Se  conseguir, deve receber palavras de elogio e incentivo, pois o ser humano reage de acordo com a expectativa que se tem dele. Para a criança será uma conquista e  ela com certeza vai desejar ver essa cena repetida.

Naturalmente a família, conhecendo o filho que tem e suas aptidões, deverá então dosar esse acompanhamento, não oferecendo a ele mais do que precisa e também não negligenciando se a dificuldade é real.

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O aluno superdotado

Recebi numa certa época, um aluno portador de altas habilidades.

A mãe vinha de  outra escola aflitíssima, pois o filho super inteligente, mas emocionalmente imaturo, causava toda sorte de problemas possíveis e imaginários com os colegas e com os professores. A mãe era chamada constantemente  e já não sabendo  mais o que fazer optou por trocar de escola, numa tentativa desesperada de pelo menos amenizar a situação. Era ela uma pessoa maravilhosa. Companheira, parceira, amiga e pedindo socorro.

Conversei com  o aluno pela primeira vez. Ele tinha um vocabulário riquíssimo para a  idade, argumentação irrefutável e um poder de convencimento incrível.

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Descobrindo e enxergando o mundo

Há algum tempo atrás  peguei uma reportagem na TV, pela metade, na qual alguns especialistas  aconselhavam aos pais alguns truques para facilitar a viagem com os filhos pequenos nas férias.

Com todo o respeito a esses profissionais, que com toda certeza tinham experiência e boas intenções em relação ao assunto, fiquei perplexa ao ouvir algumas dicas para as viagens de carro a longas distâncias na qual incluíam jogos eletrônicos, alguns brinquedos e uma sugestão para contar os carros que passassem na rodovia. Todas as ideias tinham a clara intenção de sossegar as crianças.

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