Bullying: a violência na escola

Em meus longos anos em sala de aula e como coordenadora, um fato sempre me chamou a atenção: Em todas as salas haviam alunos que não se entrosavam com os demais.  Alunos “rejeitados”, não aceitos pelo grupo. Vítimas.

Após algumas pesquisas concluí que quando há um grupo de pessoas juntas, sempre aparecem as vítimas e os agressores e que, infelizmente,  esses são comportamentos  considerados naturais do ser humano, mas não no nível que encontramos atualmente.

Trabalhos em grupos? Alunos que não conseguem ou  que têm dificuldades para entrar em um grupo para a realização das tarefas em sala de aula.

Excursões? Alunos que não conseguem a companhia  de colegas para ocupar um quarto de um hotel. Sobram.

Esses alunos normalmente recebem poucos  ou nenhum convite para as festas, e quando convidam não contam com a presença dos colegas.

Porque isso acontece?

O que, de peculiar teriam essas crianças para não serem aceitas?

Às vezes as coisas ficam por aí mesmo.

Às vezes encontramos situações em que um agressor se revela com todas as  características que definem o bullying. Agem mesmo com intenção de ferir, de magoar, de humilhar, de machucar e fazem isso repetidamente.

Quem seria a vítima: O agredido ou o agressor?

Porque os dois estão vivendo situações distorcidas.

Um porque deseja agredir, o outro porque permite ser agredido.

Quais seriam as conseqüências dessas atitudes para a vida desses alunos?

Li alguns relatos de pessoas, vítimas de bullying,  que nunca conseguiram se recuperar dos traumas sofridos  quando crianças ou adolescentes, como também existem relatos de que muitos agressores, por serem os “valentões” se deram muito mal como adultos em função da repetição dos hábitos adquiridos.

O assunto é profundo e merece uma análise profunda, mas em termos gerias, não pode  e não deve ser negligenciado. A ajuda de um profissional especializado é necessária e urgente.

O agredido precisa encontrar ou recuperar a sua auto estima para aprender a lidar  com a vida.

O agressor  está gritando por socorro imediato, porque ele precisa aprender  a conviver, a agir e reagir com tranqüilidade e em paz.

Grande abraço,

Maria Viola Bona

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