Motivos para viver

 

Há alguns dias, participando de uma reunião, um amigo de repente disse:

- Hoje me levantei às 11h! Não tinha motivos para sair da cama.Essa fala deveras me impressionou e me fez ficar atenta. Como assim?

Que perigo corremos nós, após ter trabalhado por tantos anos, criado e educado nossos filhos e aposentado, ter que ter motivos para sair da cama.

A fala do meu amigo tocou-me profundamente e um misto de empatia e compaixão apossou-se de mim.

Pensei nisso por vários dias e ainda penso.

Estou concluindo que após ter trabalhado sério pela vida afora agora precisamos fazer uma reconstrução e encontrar prazer nas coisas mais simples da vida, caso contrário estaremos correndo grandes riscos, a ociosidade e ou a falta de motivação provoca verdadeiros estragos emocionais. A princípio quando nos aposentamos é uma delícia. Não precisamos ter horário para acordar e sair no meio da tarde para fazer compras é de fato uma maravilha. Dormir à tarde numa quarta feira ou ver um filme até a madrugada é diferente e prazeroso, mas aos poucos, passada a novidade quase sempre nos sentimos assim meio que fora do mundo. Já ouvi repetidamente “agora sou um zero à esquerda”, sem falar na clássica síndrome do “ninho vazio”, quando nossos filhos já bateram asas.

Uma estranha sensação de inutilidade!

É hora de reconstruir e aproveitar o máximo possível.

Há algum tempo atrás me senti assim e percebi que era hora de refazer muita coisa.

Saí da cama no meio da tarde e decidi que tomaria prazerosamente um café, com toda calma do mundo, absorvendo cada gota. Sentei à mesa sentindo-me uma rainha e a partir daí cada passo foi cuidadosamente calculado, evitando reclamar mas sim decidida a aproveitar tudo que o novo status pode oferecer.

É possível sim, é necessário encontrar razões para viver. Elas podem ser encontradas nos mínimos detalhes.

Atenção!

Até a próxima,

Maria Viola Bona

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Emagreci 14 Kg

Então, aqui estou eu 14 kg mais magra e pra falar a verdade, que parece mentira, nem sei exatamente como isso aconteceu, foi tudo muito rápido, mas posteriormente, darei maiores detalhes.

O fato é que aos 67 anos, após essa perda de peso que levou junto também uma grande quantidade de massa muscular, busco agora repor essa perda. Naturalmente não vou correr atrás dos carboidratos e açucares que me trariam apenas gordura, mas sim buscar uma alimentação saudável que favoreça essa reposição.

Muita coisa mudou na minha vida, e foram tantas as mudanças que fiquei um pouco desorientada. Meu guarda roupa 40,42 agora passou para 36, 38, o G e o M foram substituídos por P ou PP. Roupas que faziam parte do meu cotidiano agora descansam nas gavetas e nos armários olhando pra mim.

- Mas isso não é bom? Você perguntaria.

Sim de certa forma, mas toda mudança trás consigo uma perda.

O que era, deixou de ser.

Meu joelho que ainda exige restrições, também é uma mudança. Está certo que operei porque estava ruim, mas agora é a dor resultante da cirurgia.

Em minha casa os quartos ficam no andar superior e como subir escada ainda é desaconselhável, há exatamente três meses e meio que não vou lá, as coisas e espaços que ocupei ao longo dos anos, no momento não têm utilidade para mim.

Tivemos que fazer uma adaptação no térreo que ficou ótima, mas não deixa de ser um ambiente diferente.

E os sapatos de salto? Também encostados.

Embora reconheça as vantagens e as necessidades das mudanças, essas foram muitas e me atropelaram.

Enfim, vamos seguindo em frente e adaptando às circunstâncias.

 

 

Até a próxima!

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Contratempos da Terceira Idade

Vemos sempre na televisão reportagens de mulheres que aos noventa anos pulam de pára-quedas, homens e mulheres maratonistas e mais um sem número de coisas que pessoas da terceira idade fazem com tranquilidade. Esses naturalmente são exemplos fantásticos de pessoas que conseguem manter uma grande vitalidade mesmo com a idade avançada. Sim, fantástico! Mas com toda certeza esses modelos são exceções dentro do panorama geral.  O que dizer de nós, os outros mortais normais da terceira idade que acordam com as dores de todos os dias? Não, ainda não entregamos os pontos e estamos sempre buscando alguma coisa que possa nos nutrir nesse período. Estou falando de questões pessoais, do universo de cada um. Não me atenho no momento às questões familiares que podem e devem ser prazerosas ou às amizades que fazem parte do nosso ciclo. De forma alguma estou enfatizando solidão ou abandono, mas expresso uma realidade que nos desafia todo momento, ou pelo menos na maior parte dos nossos dias. Aquele algo mais que dê prazer e nos faça sentir vivos.

Como tenho pensado ultimamente e como tenho feito conclusões.

Dentro as tantas dores mencionadas fui “agraciada” com artrose no joelho e a alternativa seria a cirurgia para a colocação de prótese, a tal artroplastia total do joelho.

Fiz a cirurgia e correu tudo bem.

Mas a recuperação… valha-me Deus!

Saí do mundo!

Hoje, após três meses e meio ainda lido com as dores, a falta de posição pra dormir e com o inchaço constante.

Fisioterapia e mais fisioterapia, já fiz 40 sessões, tenho mais 10 pela frente e depois pilates ou hidroginástica.

Mas o senso geral é que após seis meses estarei totalmente recuperada e que o resultado é sempre muito bom.

Sou Maria Viola Bona, escritora, e comecei esse blog falando sobre educação, área em que atuei a maior parte da minha vida, mas acredito que  as pontas são muito interessantes, então pensei também em dividir com as pessoas da minha faixa e Mais ou Menos, algumas de nossas atribulações, questionamentos e possíveis soluções com a abertura de novos caminhos. Pode ser que seja apenas um bate papo, mas estarei aqui novamente abordando temas e situações de nosso interesse.

Um abraço e até breve!

 

Contratempos da terceira idade

 

Vemos sempre na televisão reportagens de mulheres que aos noventa anos pulam de pára-quedas, homens e mulheres maratonistas e mais um sem número de coisas que pessoas da terceira idade fazem com tranqüilidade. Esses naturalmente são exemplos fantásticos de pessoas que conseguem manter uma grande vitalidade mesmo com a idade avançada. Sim, fantástico! Mas com toda certeza esses modelos são exceções dentro do panorama geral.

O que dizer de nós, os outros mortais normais da terceira idade que acordam com as dores de todos os dias? Não, ainda não entregamos os pontos e estamos sempre buscando alguma coisa que possa nos nutrir nesse período. Estou falando de questões pessoais, do universo de cada um. Não me atenho no momento às questões familiares que podem e devem ser prazerosas ou às amizades que fazem parte do nosso ciclo. De forma alguma estou enfatizando solidão ou abandono, mas expresso uma realidade que nos desafia todo momento, ou pelo menos na maior parte dos nossos dias. Aquele algo mais que dê prazer e nos faça sentir vivos.

Como tenho pensado ultimamente e como tenho feito conclusões.

Dentro as tantas dores mencionadas fui “agraciada” com artrose no joelho e a alternativa seria a cirurgia para a colocação de prótese, a tal artroplastia total do joelho.

Fiz a cirurgia e correu tudo bem.

Mas a recuperação… valha-me Deus!

Saí do mundo!

Hoje, após três meses e meio ainda lido com as dores, a falta de posição pra dormir e com o inchaço constante.

Fisioterapia e mais fisioterapia, já fiz 40 sessões, tenho mais 10 pela frente e depois pilates ou hidroginástica.

Mas o senso geral é que após seis meses estarei totalmente recuperada e que o resultado é sempre muito bom.

Sou Maria Viola Bona, escritora, e comecei esse blog falando sobre educação, área em que atuei a maior parte da minha vida, mas acredito que nesse campo já tenha cumprido a minha missão, então pensei em dividir com as pessoas da minha faixa e Mais ou Menos, algumas de nossas atribulações, questionamentos e possíveis soluções com a abertura de novos caminhos. Pode ser que seja apenas um bate papo, mas estarei aqui novamente abordando temas e situações de nosso interesse.

 

Um abraço e até breve!

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Quando a expectativa dos pais supera a razão

Christina era uma aluna exemplar.

Atenciosa, educada, delicada, estudiosa, participava das  aulas e era totalmente comprometida com as tarefas escolares. Simpática, se relacionava muito bem com os colegas e era querida por todos.  Ela era também bailarina, o que lhe dava  uma postura altiva e ao mesmo tempo suave. Muito graciosa, caminhava como se deslizasse  entre as carteiras da sala de aula. Possuía enfim, inúmeras qualidades louváveis para uma  adolescente de 13 anos.

Tudo parecia perfeito na vida de Christina.

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A influência positiva da família lúcida

Como não poderia deixar de ser, é inegável a influência da família na vida escolar dos filhos.

Por um lado comentamos  e lamentamos a posição de algumas famílias que não conhecem e talvez até mesmo se esquivam de conhecer seu filho. Sabem elas, que a realidade poderia trazer desconforto e frustrações, e sendo assim, optam então, pela negação nesse sentido e caminham por caminhos ilusórios culpando e responsabilizando pessoas e angustiando e “torturando” emocionalmente a criança. Essas famílias se enganam consciente ou inconscientemente, no desejo de apresentar e exibir um padrão socialmente aceito de perfeição numa sociedade destituída de valores, onde o ter e o parecer escravizam pessoas fracas e sem vida interna.

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O primeiro dia de aula

Ontem eu não vi o Miguel pessoalmente, mas acompanhei pelas fotos que sua mãe orgulhosamente postou no Facebook, o seu primeiro dia de aula. Não há como negar que ele estava lindíssimo em seu uniforme amarelo e branco. Parecia um principezinho saído dos contos de fada.

A mãe, entre apreensiva e orgulhosa, enfrentava a mesma  situação que todas as mães enfrentam nesse dia, pois deixam em outro ambiente, em outras mãos, um pedaço delas própria, a sua razão de viver.

Muitas crianças iniciam  na escola nesse período, na entrada do segundo semestre, e algumas se ressentem bastante dessa mudança em suas vidinhas. Os primeiros dias de escola são sofridos mesmo, não tem como evitar, muito mais para a mãe do que para a criança, é como se seu coração ficasse dentro da escola, principalmente em se tratando de primeiro filho.

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O problema das notas

Entramos no segundo semestre do ano letivo de 2012.

As férias terminaram e a rotina volta ao normal na vida dos estudantes.

Sabemos, por experiência, que muitos alunos estão a meio caminho do ano com notas abaixo do desejado.

É necessário nesse momento que a família entre em ação e faça uma revisão para identificar o que teria levado esse aluno a  resultados insatisfatórios.

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A prática do Bullying será considerada crime

Entre as muitas alterações   previstas  na revisão  do Código Penal Brasileiro teremos  provavelmente a inclusão da prática do bullying como crime.

O código penal vigente criado pelo Presidente Getúlio Vargas, pelo decreto-lei nº 2.848 em 7 de dezembro de 1940, influenciado   pelo totalitarismo das ideias de Mussolini, apesar de todas adaptações e leis complementares  que sofreu, não atende às necessidades de uma sociedade atual, setenta anos após a sua criação.

Naquela época, período da Segunda Guerra Mundial, não haveria nem mesmo espaço para o questionamento dessa prática, caso fosse identificada.

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O uso de drogas será aceito socialmente

Nas discussões sobre  a elaboração do novo texto do código Penal Brasileiro está em pauta o uso de drogas.

Existe a possibilidade de ser o seu uso  aceito socialmente.

Enquanto uns optam pela não punição do usuário, outros temem que essa “liberação” possa servir de estímulo, elevando esse uso a níveis   incontroláveis.

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Autonomia

Um dos grandes cuidados que a família deve ter é o de trabalhar a autonomia da criança, à medida que ela vai adquirindo condições para assumir suas tarefas e responsabilidades.

Penso que uma criança, quando aprende a ler já não precisa da assistência direta dos pais para fazer as tarefas de casa. Toda vez que ela apresentar uma dúvida peça a ela que releia com atenção e veja se é capaz  de resolver sozinha a questão. Se  conseguir, deve receber palavras de elogio e incentivo, pois o ser humano reage de acordo com a expectativa que se tem dele. Para a criança será uma conquista e  ela com certeza vai desejar ver essa cena repetida.

Naturalmente a família, conhecendo o filho que tem e suas aptidões, deverá então dosar esse acompanhamento, não oferecendo a ele mais do que precisa e também não negligenciando se a dificuldade é real.

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